Perda auditiva / Zumbido

          A redução da função auditiva é uma alteração sensorial com grande impacto social e que prejudica de maneira significativa a qualidade de vida. A perda auditiva pode ser classificada em dois tipos principais: a perda condutiva e a perda neuro-sensorial. Existe ainda a coexistência dos dois tipos, chamada de perda auditiva mista.

 

        A perda auditiva condutiva é causada por uma deficiência na transmissão das ondas sonoras através do sistema de condução do som, e quando ela ocorre isoladamente o ouvido interno funciona normalmente, portanto são perdas auditivas com grande potencial de recuperação. Exemplos de perda auditiva condutiva é a oclusão do ouvido por cerume, perfuração da membrana timpânica, acúmulo de secreções na orelha média ou alterações do funcionamento da cadeia ossicular; ossículos que trasmitem o som no interior da orelha média.

      Nas perdas condutivas, a resolução do problema que causa a dificuldade de transmissão do som pode reverter a perda, como com a remoção do cerume, cirurgias de reconstituição do tímpano e ossículos ou tratamento de doenças inflamatórias que provoquem acúmulo de secreções.

        A perda auditiva neurossensorial ocorre quando há lesão das células ciliadas da cóclea, ou ouvido interno. Estas células são as responsáveis pela transdução do som, ou seja, pela conversão do estímulo sonoro em estímulo elétrico, que pode ser transmitido através do nervo auditivo ao cérebro. As células ciliadas são bastante sensíveis, e o ouvido interno é extremamente ativo metabolicamente. Por este motivo, este órgão é muito sensível a alterações metabólicas como alteração da glicose, colesterol, pressão arterial, consumo de tabaco, álcool, anti-inflamatórios, drogas ototóxicas, entre outros. A orelha interna também apresenta uma degeneração natural com o envelhecimento e é bastante sensível a estímulos sonoros excessivos, que podem causar perda auditiva por trauma acústico. Existem também doenças próprias do ouvido como a hidropsia endolinfática, que podem induzir perda auditiva durante a sua evolução.

     Este tipo de perda auditiva, em geral é irreversível. O tratamento de perdas auditivas já instaladas consiste em prevenir ou retardar a progressão da perda, através de medicações, controle metabólico e proteção auditiva. Também faz parte do tratamento a reabilitação através de dispositivos amplificadores, que podem ser externos ou implantáveis.

     O zumbido é outra manifestação de lesão do ouvido interno. Pode variar de um incômodo leve até um desconforto constante e de forte intensidade que pode reduzir de maneira severa a qualidade de vida, inclusive induzindo a quadros de depressão. O zumbido pode ter origem em outras estruturas, e o paciente afetado deve ser cuidadosamente avaliado por médico especialista. Além de doenças otológicas, o zumbido pode ser causado por quadros tão diversos quanto distúrbios da articulação temporo-mandibular, intoxicação por álcool, medicações, tumores, alterações vasculares e de articulações. O tratamento do zumbido é feito através do controle de doenças associadas, uso de medicações específicas para o ouvido interno, aparelhos de habituação ou amplificadores de som e com terapias acessórias como psicoterapia, relaxamento e acupuntura.

FDr. Fernando Mirage Jardim Vieira

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